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quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Sobre a permanência do objeto

Ontem, estive conversando com os pais de um de nossos bebês sobre a questão da permanência do objeto e achei interessante postar o tema pra vocês.
 Na verdade, ocorreu que esse nosso bebê recebeu a visita de alguns primos que passaram o feriado na sua casa e, quando eles foram embora, o bebê estava dormindo e não conseguiu se despedir. No dia seguinte, ao acordar, correu procurar os primos e não os encontrou. De lá pra cá, ele tem estado inseguro e triste.

Nós, pais, jamais podemos imaginar o que se passa na cabecinha desses pequenos. E, menos ainda, o quanto uma atitude simples, faz toda diferença.

O bebê quando nasce, acredita que ele e o mundo são a mesma coisa. Basta sentir fome, que a comida aparece, basta fazer cocô que é trocado. Tudo que gera desconforto é aliviado pela mãe ou substituta, prontamente. As falhas nesse processo, geralmente surgem à medida que a mãe vai se desvinculando dessa "preocupação materna primária", que é responsável por tamanha afinidade entre os desejos e necessidades do bebê e a atitude materna. Com essas falhas, o bebê começa a entender que ele e o mundo são coisas separadas. Que esse mundo, inicialmente representado pela mãe, requer uma interação e manifestação dele e pode não atendê-lo exatamente na mesma hora que ele deseja. Isso é saudável e necessário para o seu desenvolvimento.
Juntamente com essa noção de mundo que vai sendo adquirira aos poucos, o bebê precisa perder a sensação de onipotência que também faz parte dessa primeira relação dele com a mãe. Ele se acha tão "poderoso" ao ponto de conseguir "aniquilar" seu objeto de desejo. Creio que muitos de vocês já passaram por situações como a do seu filho querer te morder, ou puxar seus cabelos, ou dar um tapa na sua cara. Esse é um exemplo de uma das maneiras que ele encontra para testar seu "poder". Ao resistirmos às suas investidas, estamos mostrando pra ele que ele não é tão "poderoso" assim. Por que será que os brinquedos nessa idade são tão resistentes? Não é um tal de jogar, pegar, jogar, pegar, jogar, pegar? Testes e mais testes.

No caso do nosso bebê em questão, a impressão que ficou é de que ele tinha se sentido responsável pelo sumiço dos primos. Como se os seus impulsos fossem tão fortes, capazes de fazer aqueles que ele ama, sumir. Isso foi reforçado pelo fato de não ter havido despedida.

Essa questão, vivenciada por todas as crianças, é chamada de noção de permanência do objeto. Para um bebê pequeno, quando um objeto sai do seu campo visual, é como se ele deixasse de existir. Ao longo do seu desenvolvimento, com as atitudes maternas e paternas, ele começa a entender que esse objeto continua existindo ainda que ele não esteja sendo visto (essa é uma das funções do brincar de "cadê a mamãe? /  achou"). Essa questão está intimamente relacionada a sensação de seguraça (a mãe sai mas continua existindo, por isso ela volta).
Ao anteciparmos os fatos que vão ocorrer ao longo do dia, ou num dado momento, estamos ajudando esse bebê a entender que as coisas acontecem independentemente dele querer ou não e que ainda que elas não estajam lá, elas vão continuar existindo.
Uma mãe que entrega o seu filho na porta da escola e se despede dele, ainda que ele esteja chorando, é muito mais saudável do que aquela que pede para a tia para entrar, distrai-lo e depois sai correndo, sem que ele a veja. O simples dizer tchau e "mais tarde a mamãe volta pra te pegar", após repetidas vezes, passa a ser incorporado pelo bebê e aceito. Então, ele adquire a confiança e segurança que o que está sendo dito vai acontecer. Assim, ele se acalma e vai formando o seu caráter.